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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

AS SEGURADORAS E OS CARROS ALAGADOS





Seguradoras atendem 5 mil casos de carros alagados em janeiro em SP

Data: 09.02.2010 - Fonte: G1, com informações do SPTV


Aumento é de 80% em relação a janeiro de 2009.
Cerca de 2.500 não puderam ser recuperados.

Os quase 50 dias de temporais provocaram um aumento do número de carros considerados perdidos pelas seguradoras. Cerca de 2.500 não puderam ser recuperados. E quando o estrago tem conserto, a conta é de abalar qualquer orçamento.

O conserto de carros atingidos pelas enchentes em uma oficina mecânica aumentou 20% em apenas um mês. E arrumar um carro que ficou debaixo d'água não sai nada barato.



“Hoje, na faixa de R$ 4 mil. Tem retífica, troca de peças, anel, pistão, bomba de óleo, de junta, tudo mais. Tem que se mexer em banco, carpetes, em portas”, disse o mecânico Walter Santos.

Isso sem contar o desespero do motorista, que viveu a situação em várias regiões da cidade. Carros que quase sumiam na água ou cobertos por árvores caídas.

O seguro total cobre danos provocados pelas chuvas e pelos ventos fortes. Em janeiro, as seguradoras atenderam cinco mil casos desse tipo na capital, um aumento de 80%, comparando com janeiro do ano passado. Mas o motorista precisa ficar atento para não perder os direitos de cobertura.

“Em todos os casos aonde a água pegar o veículo está coberto, a seguradora paga. Agora, se ele enfrentar a água, ele for de encontro popositalmente aonde os outros não estão indo, se a seguradora souber, ela não vai pagar esse acidente. E também não deve retirar o veículo do local, porque senão vai parecer que é uma fraude”, afirmou Leôncio Arruda, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros.



Se o preço do conserto ultrapassar 75% do valor do carro, a seguradora considera perda total e aí nem precisa ir para a oficina: o dono recebe outro veículo. Foi o que aconteceu em quase a metade dos casos atendidos de quem tinha seguro e ficou no meio do temporal.

Segundo o Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo, tantas ocorrências devem inflacionar o mercado, o que deverá se refletir no aumento do preço do seguro. Se o carro for atingido por uma árvore ou um raio, o seguro também pode ser acionado.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ABRIR MÃO PARA PAGAR MENOS



Quer economizar na hora de assinar a apólice? Saiba o que você pode fazer para baixar o preço do seguro
POR CLÁUDIO GRADILONE | FOTO GUSTAVO FERRI

Procurar o melhor negócio e perguntar sempre se é possível pagar menos. Ao seguir essas recomendações simples, a especialista em importação Flavia Felgueiras economizou quase 2000 reais ao fazer o seguro do seu New Beetle 2008. O recurso foi simples: Flavia optou por elevar o valor da franquia e obteve um belo desconto no prêmio. Mágica? Não, estatística. O preço de um seguro, chamado prêmio, é calculado pela probabilidade de ocorrer um acidente, tecnicamente chamado de sinistro. Dados como perfil do segurado, localização e utilização do veículo são preponderantes na hora de definir o preço do seguro. Alguns detalhes não podem ser mudados. Idade, por exemplo. Os seguros sempre serão mais salgados para motoristas com idade entre 18 e 25 anos. Além de serem mais jovens e estatisticamente mais dispostos a dirigir perigosamente, esses motoristas em geral estudam e, para piorar a situação, as redondezas de universidades são consideradas pontos críticos pelas seguradoras, por serem áreas de alta incidência de furtos de veículos.

Entretanto o segurado não precisa se conformar com o que as companhias oferecem, e pode conseguir pagar menos se souber negociar antes de assinar o contrato. Algumas empresas oferecem bons descontos a quem instalar equipamentos que protejam o carro de roubos, como rastreadores e dispositivos que impedem que o carro seja ligado.

Outro recurso, se o carro for dividido por um casal, é fazer o seguro no nome dela. “As estatísticas provam que as mulheres são mais cautelosas ao dirigir, por isso as seguradoras cobram menos”, diz o consultor Anderson Tonhato, da Stremo Consultoria.

Foi o que fez Flavia, ao perceber que o seguro no nome do marido custaria bem mais caro. “Não fazsentido, pois os dois dirigem o carro quase na mesma proporção”, diz ela. Mesmo não fazendo sentido, é assim que o mercado funciona, e Flavia aproveitou as regras do jogo para economizar.

Outro recurso é pedir para a seguradora elevar o valor da franquia, que é paga pelo segurado somente em caso de sinistro. Ela funciona como uma garantia de que o segurado não vai mandar o automóvel para a funilaria à custa da seguradora toda vez que alguém encostar no para-choque no estacionamento do supermercado. Ao aumentar o valor da franquia, o segurado praticamente se obriga a reparar por conta própria acidentes que provocarem danos leves ou médios.

No caso de Flavia, essa decisão cortou drasticamente os gastos. A franquia sugerida pela seguradora na apólice de seu New Beetle era de cerca de 2000 reais, e o seguro custaria 3700 reais. O carro era zeroquilômetro e era sua primeira apólice, então não adiantava pensar em bônus de renovação.

Menos pode ser menos Flavia e o marido já haviam se conformado com a despesa quando se lembraram de outra corretora de seguros que os atendia no passado. “Telefonamos e, quando explicamos o problema, ela sugeriu aumentar a franquia”, diz Flavia. Elevando o valor para 5000 reais, o seguro caiu para cerca de 1700 reais, o que representou uma economia de 55%.

Baixar a apólice em 2 000 reais com apenas um telefonema tem um custo, que muitas vezes não é percebido pelo segurado. Ao fazer isso, o segurado está abrindo mão de uma parte da proteção a que teria direito se pagasse mais. Assim, em vez de poder contar com a seguradora em pequenos e médios acidentes, o segurado terá de se conformar em pagar tais consertos do próprio bolso.

Quando vale a pena pedir para aumentar a franquia? A recomendação dos especialistas é analisar o próprio perfil de riscos. Os casos mais indicados são aqueles em que a probabilidade de acidentes é menor. Quem usa pouco o carro, dirige com cuidado e sempre estaciona em garagens fechadas pode correr um pouco mais de risco e economizar na hora do seguro. Já os motoristas que usam o carro por mais tempo, estão sempre na rua, trafegando por regiões onde a probabilidade de um acidente é maior, deveriam optar por pagar mais caro e ter mais proteção.

“O preço é importante, mas não deve ser o único fator de decisão”, diz Tonhato. “O segurado pode fazer um seguro para não precisar usá-lo, mas tem de pensar nos problemas que terá se o sinistro ocorrer e se a cobertura for insuficiente.”

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

VOLKSWAGEN CAMINHÕES UNE-SE AO GRUPO MAN




Em 2009, a Volkswagen Caminhões e Ônibus, líder de vendas de caminhões no Brasil, passou a fazer parte do Grupo MAN - uma das maiores empresas do mundo no setor de transportes. Com isso, surgiu a MAN Latin America e o resultado dessa operação não poderia ter sido melhor:
• Líder absoluta de vendas de caminhões (acima de 3,5 toneladas)¹
• Líder de vendas de caminhões pelo 7º ano consecutivo (acima de 5 toneladas)²
• Maior fabricante de caminhões do Brasil³
• Fabricante do caminhão mais vendido do país: VW Constellation 24-250
• Campeã de marcas e pilotos na Fórmula Truck
• Empresa de maior prestígio no setor de caminhões e ônibus
• O melhor pós-venda na opinião do cliente
É com todas essas conquistas e responsabilidades, que a MAN Latin America inicia 2010
pronta para os novos desafios e confiante em oferecer os melhores produtos e serviços
no mercado de caminhões e ônibus.
Fontes: ¹²³ Anfavea. Revista Época Negócios dez/09. Pesquisa conduzida pela TNS International Research.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CHARGE DO AMARILDO



Peguei no Blog do Noblat, pois achei um mimo para o nosso universo do Seguro: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/01/05/charge-amarildo-254701.asp

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009



UM ANO NOVO PAI DÉGUA!
Merlânio Maia


Desejo um ano porreta
Deus lhe dê tudo o que quer
Peleja, trabalho, treta,
Os carim duma mulher
Desarrede o negativo
Abufele o positivo
Tenha o horizonte por régua
Num tenha medo da vida
Tenha o céu como medida
E um sucesso pai dégua!

Macho véi, felicidade,
É pra se pegar de unha
Num aceite a falsidade
Que é onde a maldade acunha
Num se agonie no camim
Nem permita o farnizim
Num esmoreça seje macho
Corra o mundo, ande légua
E até na baixa da égua
Que o buraco é mais embaixo

Vá anotano os seus querê
Tudo o que você deseje
Dipendure onde se vê
Leia pra que num fraqueje!
Seja um cão chupano manga
Teja de terno ou de tanga
Nunca espere vá buscar
Persistência atrai sucesso
Que vai fazer seu progresso
Quando menos se esperar

No amor num se arrelie
Nem só fique arrodiano
Num bata fofo, se avie
Se avexe e faça um bom plano
Mas fique limpo na nota
Num pegue qualquer marmota
Nem viva de fulerage
Cachorro é quem pega peba
Num viva de mistureba
Nas grota da vadiage

Amor é uma corralinda
Mas num seje um farofêro
Num peça pinico ainda
Seja o galo do terrêro
Pastore que a hora chega
Gato gosta é de mantêga
Dê seu bote devagar
Mas dêxe as unhas de fora
Que o seu cabresto tóra
Antes do ovo gorar

Comece esse novo ano
Sem os erros do passado
Chô mundiça! É o novo plano
Chame a sorte pro seu lado
Muche as orêia e rebole
No mato tudo que é mole
Grite do alto do nordeste
- Eu sou herdeiro de Deus
E os mundos também são meus
Oxente, cabra da peste!

Agora qui tás mais forte
Seje feliz dicumforça
Nosso Sinhô sendo o norte
Brinque, dance, grite e torça
Nada há de lhe derrubar
Comece logo a sonhar
Com a Paz e nunca dê trégua
O poeta ainda lhe diz
CABRA VÉI, SEJE FELIZ,
E UM ANO NOVO PAI DÉGUA!

domingo, 1 de novembro de 2009

O SEGURO COBRE - Por Merlânio Maia




Um advogado e um engenheiro estão pescando no Caribe. O advogado comenta:
- Estou aqui graças ao seguro, minha casa foi destruída num incêndio, o seguro pagou tudo.
- Que coincidência! - diz o engenheiro. - Minha casa foi destruída num terremoto e o seguro pagou tudo.
O advogado olha intrigado para o engenheiro e pergunta:
- Como você faz para provocar um terremoto?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O ASSUNTO É: POR DENTRO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR




POR DENTRO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Data: 22.07.2009 - Fonte: Jornal do Comercio


Com toda a polêmica em torno da seguridade social pública, o brasileiro tem recorrido mais à previdência complementar. Pelos rumos que a legislação previdenciária vem tomando desde 1998 (com a Emenda Constitucional nº 20/98), a busca por alternativas para a aposentadoria é considerada cada vez mais necessária. Hoje, para a aposentadoria pelo Regime Geral de Previdência Social (INSS), o trabalhador conta não só com o limite do salário de benefício (teto), como também com a aplicação do fator previdenciário, que restringe o valor da aposentadoria ainda mais para quem se aposenta com pouca idade. Dentro desse contexto, a Previdência Complementar assume importante papel para os brasileiros que pretendem manter o mesmo padrão salarial da vida ativa depois de aposentados. Uma prova muito concreta de que esta busca é crescente se pode observar no aumento, de cerca de 20%, do capital investido em planos de previdência no ano passado.

• Previdência complementar aberta e fechada
A diferença entre previdência complementar aberta (chamada comumente de previdência privada) e previdência complementar fechada (fundos de pensão) está basicamente na forma como é disponibilizado o plano de benefícios para o público e na vinculação da pessoa ao sistema.

A Previdência Complementar aberta - previdência privada - é aquela que está disponível a qualquer um que queira contratar. Ela está acessível a qualquer pessoa. Não é raro vermos bancos e instituições financeiras oferecendo produtos de previdência.

Já a Previdência Complementar fechada é diferente. Como o próprio nome diz, o seu público é limitado, é fechado, apenas os trabalhadores de uma determinada empresa ou de uma associação de classe podem participar - contratar - do plano de benefícios oferecido. Para a Previdência Complementar fechada é necessário o vínculo jurídico entre a pessoa física e a jurídica envolvidas para o ingresso no sistema. Esse vínculo jurídico deve ser de caráter empregatício (entre participante e patrocinadora), profissional ou classista (no caso de instituidores).

• Planos disponíveis
São o Plano de Benefício Definido (PBD), Plano de Contribuição Definida (PCD) e Plano de Contribuição Variável (PCV).

PBD: Plano de Benefício Definido é aquele em que se sabe de antemão o valor do benefício, por isso Plano de Benefício Definido. A partir desse benefício preestabelecido que serão calculadas as “contribuições”.

PCD: Plano de Contribuição Definida - neste plano o participante não sabe qual o valor do benefício previamente. Existe uma projeção teórica de um benefício futuro, e a partir daí se definem as contribuições, mas o benefício será pago de acordo com a reserva acumulada até a data definida ou implemento dos requisitos para a percepção de benefício, aqui há a expectativa de renda.

PCV: Plano de Contribuição Variável - é muito semelhante ao de contribuição definida. Muitos autores entendem que são a mesma coisa. O participante tem seu benefício definido pelas contribuições que fizer, facultado a ele (participante) definir o valor que quer contribuir e o momento da contribuição. O benefício é calculado de acordo com o fundo acumulado na data da ocorrência do evento gerador de acordo com o tempo estipulado no contrato.

• PGBL
Plano Gerador de Benefícios livres: além da possibilidade de receber parcelas mensais, existe a possibilidade de saque do montante segundo a vontade do titular, como uma aplicação com incidência do IR sobre o total do resgate. Possibilita ao participante dedução de 12% dos gastos previdenciários sobre a renda bruta no cálculo do IR.
O pagamento de benefícios pode ser feito de quatro formas:
1) renda vitalícia: sendo pago a partir de uma determinada idade, enquanto o contratante sobreviver - cobertura de sobrevida;
2) renda temporária: pago a partir de uma idade preestabelecida, durante período também previamente estabelecido;
3) renda vitalícia reversível a um beneficiário: a partir do falecimento, seu beneficiário indicado continuará recebendo enquanto sobreviver;
4) renda vitalícia com prazo mínimo garantido: no contrato há a definição de um período de reversão a beneficiários que receberão os benefícios se o falecimento do titular ocorrer no período de reversão. Encerra-se o pagamento após o término do período previamente estipulado.

• VGBL
Vida Gerador de Benefícios Livres - é um plano misto de previdência privada e seguro de vida. Parte das contribuições compõe o risco de morte e parte destina-se à aposentadoria. Se o segurado vir a falecer, o beneficiário receberá indenização como um seguro de vida.

Nesta modalidade, não é permitida dedução do IR, mas a tributação ocorre apenas sobre os ganhos da aplicação.

• Tributação incidente
A tributação do Imposto de Renda será feita pela tabela progressiva ou pela tabela regressiva.
a Tributação progressiva - tradicional - basicamente duas faixas - isento, 15% e 27,5%
na fonte, ajuste anual do IR dedução - resgate 15% + ajuste anual
a Tributação regressiva - para planos de benefícios CD e CV - tabela varia de 35% a 10% conforme o tempo de permanência dos valores no fundo - prazo de acumulação.
Lei 11053/2004 (29/12/2004) participantes que ingressarem em planos de benefício a partir de 1/2005

• Portabilidade, vesting ou bpd, resgate, autopatrocínio
Há alguns institutos que, obrigatoriamente, devem ser oferecidos aos participantes, em atendimento ao previsto no art. 14 da LC 109/2001. São eles:
Autopatrocínio: cessado o vínculo empregatício com a empresa patrocinadora, pode o participante permanecer no plano de benefícios com o pagamento da sua contribuição mais a contribuição que era feita pelo patrocinador;

BPD (Benefício Proporcional Diferido): cessado o vínculo empregatício com a empresa patrocinadora, pode manter a reserva no fundo, cessando as contribuições, desde que ainda não tenha cumprido os requisitos para benefício pleno - carência de até três anos de vinculação ao plano de benefício - garantido no mínimo o valor do resgate.

Portabilidade: com a divulgação da portabilidade na telefonia celular fica mais fácil entender a portabilidade das reservas dos planos de benefícios. Portar significa levar consigo. Dependendo do tipo de plano de benefício o participante pode levar, além das reservas constituídas com as suas contribuições, também as contribuições vertidas pela aptrocinadora. No BD cabe portar as reservas constituídas pelo participante ou a reserva matemática, o que for mais vantajoso; no CD a portabilidade é da reserva constituída pelo participante mais a constituída pelo patrocinador, e no CV a reserva matemática corresponde ao maior valor entre os dois anteriores.

Detalhes que devem ser observados: a) é possível ser exigida uma carência de até 3 anos de permanência no plano para a portabilidade; b) a portabilidade não caracteriza resgate, assim, não incide IR.

Resgate: é “saque” das reservas. Para o participante resgatar o valor deve ter cessado o vínculo empregatício com o patrocinador (no caso de previdência complementar fechada) e não pode estar em gozo de benefício. Observação: Desde 2006 (Resolução CGPC n° 19) não são resgatáveis os valores portados de EFPC.

• Multiplano
Um plano fechado ou um conjunto de planos fechados, relacionados a diversos grupos de patrocinadores/instituidores e participantes
Multipatrocínio: Vinculação com mais de um patrocinador ou instituidor
Multiportfólio: Perfis de investimento

• Órgãos reguladores e fiscalizadores
Susep: Superintendência de Seguros Privados (fiscalização)
CNSP: Conselho Nacional de Seguros Privados (regulação)
SPC: Secretaria de Previdência Complementar (fiscalização)
CGPC: Conselho de Gestão da Previdência Complementar (regulação)
O CGPC é composto por Governo (Ministérios da Previdência, Fazenda e Planejamento), pelos fundos de pensão, pelos participantes e assistidos e pelos patrocinadores e instituidores de planos de previdência.
Previc: Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Existe projeto de lei propondo a criação dessa Autarquia (Projeto de Lei 3.962/2008), que terá a missão de supervisionar e fiscalizar os fundos de pensão, com autonomia orçamentária, administrativa e financeira.

• Critérios para escolha
O trabalhador deve levar em conta os seus rendimentos habituais e se tem outras formas ou fontes de dedução do IR. Também deve levar em conta se o dinheiro investido no plano de previdência será necessário a curto prazo ou a longo prazo (mais ou menos de 15 anos). Se pretende sacar logo o valor, a tabela de IR deve ser a progressiva, se pretende deixar o valor no fundo para efetivamente usufruir do benefício na aposentadoria, a tabela regressiva é a mais indicada.

• Simulação
Para verificar se vale mais para o trabalhador investir 30 anos na poupança ou contribuir, nesse período, para um plano conservador de previdência complementar, deve-se colocar na ponta do lápis. Os sites de bancos, principalmente, oferecem sistemas de simulação interessantes. Mas, via de regra, a poupança tem tido uma variação de 0,56 a 0.67 ao mês. Em média 7,2% ao ano. Na previdência privada, a rentabilidade anual pode chegar a mais de 30% ao ano dependendo do portfólio.

• Percalços no caminho
Baques como o da Aeros, da Varig (previdência fechada), podem levar beneficiários de fundos de pensão a rever seus investimentos por receio de passarem pelo mesmo problema e ficar sem o complemento da aposentadoria. Sempre que se vê um exemplo negativo surge essa insegurança. No entanto, existem muitos mecanismos que garantem as reservas e regulam a saúde financeira dos fundos de pensão. As EFPCs estão restritas a muitos limites legais para a alocação dos recursos e têm obrigações de manter fundos de reserva.

A regulação não é feita apenas pelos órgãos específicos de fiscalização e regulação, mas também pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Existe um ótimo mecanismo que auxilia no controle da gestão dos fundos que é a participação nos conselhos deliberativo e fiscal de participantes (quem contribui para o plano de benefícios) e assistidos (quem já está em gozo de benefício).

Além disso a responsabilidade dos gestores também é muito grande, são responsáveis pessoalmente pela administração/gestão dos recursos. O projeto sobre a criação da Previc - Superintendência Nacional de Previdência Complementar - será analisado em caráter de urgência e deve entrar em pauta já na semana que vem.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

HISTÓRIA DO SEGURO - Por Merlânio Maia



A HISTÓRIA DO SEGURO
Merlânio Maia

Desde as eras mais primevas
Perante a evolução
Lutando contra o perigo
Na busca de proteção
O homem enfrenta a incerteza
Que lhe imprime a natureza
Ante os dias que virão

Eis homem já criando
Formas de sobrevivência
Muito antes de nascer
Os resquícios da ciência
No enfrentamento do risco
Torna-se ágil e arisco
Desenvolve a inteligência

Se o viver envolve risco
A proteção de verdade
Se encontra no coletivo
Ele cria a sociedade
Socorro e mútua ajuda
Pra que um ao outro acuda
Surge a solidariedade

E é da natureza humana
Sempre buscar proteção
Assim vai criando formas
Pra sua libertação
Em prol da vida tranqüila
Logo o homem inventa a vila
Pra que juntos vivam sãos

Das vilas nascem as cidades
E delas nascem as nações
Das nações nascem impérios
Primitivos nas ações
Mas sempre envolvendo a guerra
Que semeia pela terra
Em enormes proporções

E a noção de segurança
Pra quem se ergue e pra quem cai
Para gregos e troianos
É um pensamento atrai
Roma dominava o mundo
Mas seu sentido profundo
É a proteção aonde vai

Bem no Império Romano
Se um membro de lá morria
Havia um socorro mútuo
Chamado de COLLEGIA
Era um fundo financeiro
De amontoar o dinheiro
Para amparar quem sofria

E a COLLEGIA evolui
E aqueles pátrios romanos
Contribuíam mensalmente
Ficando bem mais humanos
Dos riscos faziam estudo
De idade, saúde e tudo
Se fracionava por anos

Formataram a teoria
Com a probabilidade
Aparece na Inglaterra
Maior cientificidade
A esperança de vida
Já tinha melhor medida
Matemática da verdade

Já podiam calcular
Tempo de vida e de morte
Quem era jovem demais
E o doente sem sorte
O seu preço diferia
A atuária assim nascia
Ao seguro dando um norte

A Inglaterra é o berço
Desde o passado ao futuro
Do que é Seguro de Vida
Pois foi de lá nascituro
Primeira Seguradora
De Vida e foi criadora
Da Apólice de Seguro

Foi no século dezesseis
Quando tudo aconteceu
Cem anos após, na França
Um italiano plebeu,
Lorenzo Tonti, assina
O seu Sistema TONTINAS
Logo o seu nome cresceu

Pois no Sistema TONTINAS
Formava-se com freqüência
Grupos de homens semelhantes
Pagava-se a equivalência
E em troca dessa oferenda
Receberiam uma Renda
Vitalícia: Previdência!

Já em 1601
A Inglaterra Imperial
Promulga a primeira lei
E ali nasce o Tribunal
Cujo interesse puro
É arbitrar sobre o seguro
Isso é fenomenal

Pois no século dezoito
O parlamento inglês
Promulga que o Contrato
De Seguro por sua vez
Só seria validável
No interesse segurável
Logo a doutrina se fez

Mil oitocentos e oito
Chega a família real
Nesse solo brasileiro
Acossada pelas Naus
Do velho Napoleão
E sob o temor do canhão
Cá reinará Portugal

Depressa o rei D. João VI
Logo que se pôs de pé
Nessas terras brasileiras
Às bênçãos da Santa Sé
Sua coorte protegeria
Criando a COMPANHIA
DE SEGUROS BOA-FÉ

Regulada e dirigida
Pela empresa da coroa
Denominada de CASA
DE SEGUROS DE LISBOA
Que impôs o mesmo ritmo
Com o seu Seguro Marítimo
Pra o Brasil foi coisa boa

Pois a partir desta data
Outras coisas são criadas
Vem Capitalização
E Previdências Privadas
A Empresa TRANQUILIDADE
Nasce e opera à vontade
E mais leis são promulgadas

Código Civil Brasileiro
No ano de dezesseis,
Criou o SINCOR no Rio
Que em 32 se fez
Em 33 SINDISEG
51 FENASEG
Cada um por sua vez

Seguro, hoje, é regulado
No Governo Federal
No CNSP
SUSEP é a agência vital
O IRB e as SEGURADORAS
CORRETORES, CORRETORAS
É o SISTEMA NACIONAL

O Corretor de Seguros
Responsável oficial
Pra comercializar
É o consultor legal
Sua função é proteger,
Informar, esclarecer
Ao segurado final

Quem deseja estar seguro
Sem receio e sem temor
Procure um profissional
Evite o enganador
Exija um produto puro
Pois Seguro é mais Seguro
Comprado de um Corretor!

Membro de um grupo seleto
Especialista completo
Regulamentado e reto
Legalmente consultor
Aprovado em curso duro
Na FUNENSEG e o futuro
Idôneo ao fazer seguro
Orgulho em ser Corretor!

quarta-feira, 24 de junho de 2009




Previdência privada em risco

Data: 24.06.2009 - Fonte: O POVO


Os planos de previdência privada sentem a queda na taxa básica de juros, mesmo que indiretamente. Para que não haja perdas ao “poupador-investidor”, as entidades de previdência devem se adequar à nova realidade, defendem especialistas.

Manter o padrão de vida, realizar um projeto futuro ou assegurar o custeio da educação dos filhos. Tudo é destino dos recursos que se guarda por décadas como forma de planejar o futuro, a chamada aposentadoria. Mas como esses recursos são afetados no presente pela variação na taxa básica de juros, a Selic?

Desde quando a Selic iniciou o gráfico de queda -a taxa caiu mais de nove pontos percentuais no quadriênio e está em 9,25% ao ano -, abriu-se o debate sobre quem sai perdendo com essa baixa. Segundo especialistas ouvidos por O POVO, os juros continuam em tendência de retração e, para que os aplicadores em planos de aposentadoria privada não percam, serão necessárias adequações pelas entidades e instituições gestoras de previdência.

Mesmo trilhando caminhos diferentes para chegar ao mesmo fim, guardar dinheiro, tanto os planos fechados (fundos de pensão) quanto abertos (individuais), são, sim, afetados pelas taxas mais baixas. “Variações nos juros do mercado acarretam variações na rentabilidade do patrimônio dos fundos previdenciários. Menos rentabilidade implica em maior necessidade de contribuições e vice-versa”, explica Paulo Arthur Vieira, atuário do Núcleo Atuarial de Previdência da Fundação Coppetec, ligado a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Vieira lembra que os fundos de previdência aplicam uma parcela considerável do patrimônio em fundos de renda fixa, que são afetados diretamente pela baixa nos juros. “Portanto, a queda na Selic, provavelmente, fará com que as entidades de previdência tenham que mudar suas estratégias de investimento, a fim de equilibrar as perdas”, comenta.

As entidades de previdência possuem uma meta de rentabilidade definida pelos seus atuários. Estas metas consideram, entre outros aspectos, a conjuntura econômica nacional e a tendência de redução da Selic. Por conta deste arranjo planejado, mesmo com a queda da rentabilidade, o especialista argumenta ser improvável que haja prejuízos às entidades gestoras de previdência.

E quem já tem?
Mas, e como ficam os planos já contratados? “Os investimentos em previdência normalmente são de longo prazo. A redução da taxa de juros não deve influenciar a estratégia deste tipo de investidor, especialmente se o dinheiro já estiver aplicado”, defende Vieira. Ele assegura que outros fatores, como a tabela de incidência do Imposto de Renda ou o prazo das aplicações trazem um impacto muito maior para as pessoas do que a taxa de juros Selic.

Para o mestre em Economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Ricardo Coimbra, os fundos previdenciários serão forçados a correrem mais riscos para segurar a rentabilidade diante de um cenário de queda de juros.

“A estratégia a ser adotada, para este segmento de investidores de longo prazo, é aplicar em setores como de infraestrutura, construção civil e automóveis, mas sempre com atenção especial aos riscos de mercado, de crédito e de liquidez”, orienta.

Portanto, o momento é de pensar em longo prazo. Como a renda fixa tende a ser decrescente em função da queda da taxa de juros, a renda variável, no prazo estendido, deve ser a estratégia das entidades previdenciárias para ter ganhos maiores e não prejudicar os aplicadores, sugere Coimbra.


E MAIS

- O especialista em previdência, professor Sérgio Cardoso, explica a diferença entre os planos de previdência privada abertos e fechados. Mais conhecidos como Fundos de Pensão, os planos fechados possuem acesso restrito a um grupo determinado e não podem ser comercializados no mercado.

- São formados por empregados de empresas, entidade ou associações, patrocinadoras desses planos. Os planos fechados são regulados e fiscalizados pela Secretaria da Previdência Social (SPC), vinculada ao Ministério da Assistência e Previdência Social (MPAS), explica Cardoso;

- Já os planos abertos são comercializados no mercado por seguradoras ou entidades abertas de previdência privada e são disponíveis em forma de planos individuais ou coletivos. As entidades abertas são reguladas e fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), vinculada ao Ministério da Fazenda;

- A Portabilidade um direito do cliente. É possível, inclusive, transferir os recursos do plano entre entidades de previdência, sem incidência de tributação.

sexta-feira, 19 de junho de 2009




Polêmica do reajustes dos planos de saúde continua

Data: 19.06.2009 - Fonte: Monitor Mercantil



Desde que surgiram os reajustes dos planos de saúde esta é a principal reclamação e polêmica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Os reajustes acontecem uma vez por ano, seguindo o índice estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que neste ano foi de 6,76% e também a mudança na faixa etária. Os planos antigos devem seguir os percentuais previstos nos contratos. E o aumento por faixa etária varia de 0 até 70 anos.

A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), no mês passado, anulou o reajuste de uma consumidora que tem o plano de saúde contratado após 1998, mas é importante destacar que neste caso o reajuste feriu o Estatuto do Idoso e as regras da ANS, que vetavam reajustes da última faixa etária superiores a seis vezes o valor da primeira faixa.

Para os usuários que possuem contratos antigos é recomendável que estes procurem consultar as cláusulas. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) defende a adaptação, porém, para muitos usuários a medida é inviável devido ao alto custo que os contratos podem atingir. Existem desde planos com boas coberturas até aqueles que trazem cláusulas reconhecidas pela Justiça como abusivas, por exemplo, a limitação das internações por tempo e valores, isto porque o setor de saúde suplementar não era normatizado.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

REPÓRTER SEGURO

Saiba o que é e como receber o DPVAT

Data: 01.06.2009 - Fonte: Redação Terra


O Seguro Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) indeniza vítimas (motoristas, passageiros e pedestres) de danos causados por acidentes de trânsito. Em caso de acidente, as situações indenizadas são morte ou invalidez permanente e, sob a forma de reembolso, despesas comprovadas com atendimento médico-hospitalar. A cobertura do Seguro Dpvat não está vinculada às regras de trânsito. As indenizações são pagas independentemente de apuração de culpa, desde que haja vítimas, transportadas ou não pelo veículo automotor. Por ser destinado exclusivamente a danos pessoais, também não prevê cobertura de danos materiais causados por colisão, roubo ou furto de veículos.


O Seguro Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) pagou, de janeiro a abril de 2009, cerca de 17 mil indenizações por morte, 35.107 por invalidez permanente e 45.054 por DAMS (reembolso por despesas médico-hospitalares). Ou seja, foram pagas um total de quase 97 mil indenizações, o que representa um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2008, o Seguro DPVAT pagou diretamente R$ 1,47 bilhão em indenizações por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas com assistência médica a 272 mil vítimas ou beneficiários.


Valores dos seguros

Morte: o valor da indenização é de R$ 13,5 mil por vítima. Os beneficiários são os herdeiros e o cônjuge da vítima.


Invalidez permanente: o valor da indenização é de até R$ 13,5 mil por vítima, variando conforme a gravidade das seqüelas e de acordo com a tabela do Seguro de Acidentes Pessoais. É a própria vítima quem recebe a indenização.Reembolso de despesas médico-hospitalares DAMS (Despesas de assistência médica e suplementares): o valor do reembolso é de até R$ 2,7 mil por vítima, variando conforme a soma das despesas cobertas e comprovadas, aplicando-se os limites definidos nas tabelas autorizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Neste caso, a vítima ou um terceiro poderá receber o benefício.


Como solicitar o seguro


A pessoa mesmo pode dar entrada nos pedidos de indenização e/ou de reembolso. O procedimento é simples, gratuito e não exige a contratação de intermediários. Basta reunir a documentação necessária e levar a um ponto de atendimento, que podem ser identificados no site: http://www.dpvatseguro.com.br/.


Desde 01 de janeiro de 2003, data em que o Novo Código Civil entrou em vigor, o prazo para dar entrada no pedido de indenização do DPVAT passou a ser de três anos, a contar da data em que ocorreu o acidente. Para acidentes envolvendo invalidez, nos quais o acidentado esteve ou ainda está em tratamento, o prazo para prescrição levará em conta a data do laudo conclusivo do Instituto Médico Legal (IML). .


Destinação do dinheiro não retirado


Do total arrecadado pelo seguro DPVAT, 45% são destinados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), do Ministério da Saúde, 5% ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), do Ministério das Cidades, e 50% fica com o sistema do seguro DPVAT. Deste valor, 2% são estabelecidos como margem de resultado das seguradoras consorciadas e o restante é destinado ao custeio de despesas gerais e pagamento de todo e qualquer tipo de sinistro.

Postagem: Merlânio Maia em 01.06.2009.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

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